Diante do quadro caótico que
estamos vivendo, podemos dizer que ainda há esperanças? Tantas notícias de
corrupção, de violência, políticos e empresários presos e uma impressão de que
não sobrou ninguém honesto nesse país, como podemos ter esperanças de um futuro
melhor? Há, ainda, as guerras e a fome em outras partes do planeta. Parece o
fim. O que podemos fazer?
A
primeira coisa a se fazer é uma mudança dentro de nós mesmos. Sim, uma mudança
para que nos tornemos um espelho onde poderá se refletir a imagem da mudança
que esperamos no mundo, a mudança que esperamos nos nossos políticos.
Quais
são as nossas maiores reclamações? Não são a violência e a corrupção, a
desonestidade? Que tal fornecermos o exemplo de tolerância (não violência) e de
honestidade?
Somos,
muitas vezes, permissivos com os nossos erros. Nos permitimos pequenas atitudes
que nada mais são do que o início da corrupção em nós mesmos. Quando avançamos
o sinal vermelho no trânsito, quando aceleramos ao vermos o sinal amarelo ao
invés de diminuirmos para parar, quando estacionamos nas calçadas (quando
existem) atrapalhando o ir e vir dos pedestres, sobretudo dos cadeirantes e
idosos, bem como dos estudantes nas proximidades das escolas, isso só para
falar dos “pequenos erros” cometidos no trânsito, que nada mais são do que
infração à Lei de Trânsito. Poderia enumerar aqui várias outras atitudes nossas
que, aos nossos olhos, são de pouca importância, mas que não passam de pequenas
corrupções.
As
pessoas envolvidas nos grandes roubos, nas grandes corrupções, geralmente
começaram nas pequenas atitudes erradas, permissivas, frutos de uma educação
deficiente onde levar vantagem é o que importa. Ou tem alguém que acredita que
os políticos desonestos são seres extraterrestres que foram jogados neste
planeta apenas para roubar, matar e destruir? Não, eles saíram do meio onde nós
vivemos, precisamos reconhecer, são frutos de nossa cultura equivocada.
Assim
como as pequenas atitudes ruins podem tomar vulto e se tornarem grandes
corrupções, movidas pela exacerbação das conquistas materiais e por isso mesmo
provisórias, as pequenas atitudes corretas podem tomar vulto e se transformar um
dia em grandes movimentos para o amor, a paz e a fraternidade, em verdadeira
conquista do espírito, essa sim, eterna.
Podemos
começar nos recusando a cometer aqueles pequenos atos que aparentemente não
prejudicam a ninguém, mas que não deixam de ser o rompimento de uma regra de
convivência em sociedade.
Tudo
começa nas pequenas atitudes que aos poucos vão virando costume e passamos a
praticar com naturalidade e nesse passo vamos percebendo que podemos ter outras
atitudes maiores e vamos ampliando o nosso desejo e a nossa capacidade de agir.
Isso se dá tanto para o aspecto negativo quanto para o positivo. E, assim,
vamos contaminando as pessoas ao nosso redor, sobretudo as crianças, que
costumam seguir o nosso exemplo.
Quando
começamos a ter atitudes melhores, respeitando as regras de convivência, às
leis, sobretudo, as pessoas acostumadas à permissibilidade, costumam nos tachar
de trouxas, otários, afinal, eles são espertos e sabem tirar vantagem em tudo.
E são, esses mesmos, os primeiros a reclamarem da corrupção dos políticos, até
se tornarem políticos também.
Como
você gostaria de contaminar a sociedade? Com as atitudes que levam à corrupção
ou com as atitudes que elevarão, um dia, o nosso planeta ao patamar de mundo de
regeneração?
Como
você deseja educar seus filhos e netos? Para serem espertos e futuramente
corruptos ou para serem homens de bem?
Hoje,
as pessoas honestas perderam o interesse em atuar na política, pois perderam a
esperança e isso é extremamente prejudicial, pois o resultado é a presença,
quase que unicamente, de políticos desonestos administrando o país.
Por
isso, é necessário nos reeducarmos e passarmos a ter atitudes melhores, mais
honestas, mais coerentes, já que reclamamos tanto da corrupção. Precisamos
educar nossas crianças com valores morais e não para terem apenas conquistas
materiais, sob pena de estarmos criando futuros políticos corruptos de quem
tanto reclamamos. As conquistas materiais, embora necessárias para a
sobrevivência nesse mundo, nós não as levaremos para lugar nenhum após
descermos ao sepulcro. Que as conquistas materiais sejam fruto de trabalho
honesto e não da exploração e da desgraça do ser humano, promovendo, assim, o
bem estar social.
Ainda
há esperanças, o de que precisamos é reconhecer os nossos defeitos e mudar as
nossas atitudes, banindo de nós mesmos as pequenas corrupções, contaminando a
sociedade à nossa volta com o exemplo de que pode ser diferente sim, depende da
cada um.
Sugiro
que assistam ao vídeo da cantora Flaira Ferro que pode ser acessado no seguinte
endereço: https://www.facebook.com/GrupoIrmaScheilla/videos/174178453077803/
Deus
abençoe a todos
Neil Pinheiro em
05/03/2017