segunda-feira, 7 de maio de 2012

Se não for por amor, será pela dor


                Existe um ditado muito comum nos meios religiosos de que se você não procurar Deus por amor, inevitavelmente o fará pela dor. Eu tenho um ponto de vista em relação a isso.

                Creio que quem procura um templo religioso qualquer em busca de se melhorar e conhecer como funcionam as leis universais e qual o significado de sua existência, o que é raro, talvez esteja procurando Deus por amor. Quem procura um templo religioso qualquer em um momento de dor, na sua maioria está procurando solução para seus problemas, sejam eles materiais ou espirituais. Estes buscam respostas para resolverem imediatamente seus problemas. O fato é que poucos aceitam as orientações que recebem no sentido de que devem mudar alguns comportamentos e pensamentos perniciosos.

                Alguns se dirigem a uma igreja evangélica esperando que o pastor lhe diga que a partir do momento em que aceitou Jesus ou passou a ser um contribuinte da igreja, todos os seus problemas estarão resolvidos. Outros se dirigem aos centros espíritas esperando que os espíritos lhes dêem a fórmula sobrenatural para resolverem seus problemas, sem o menor esforço para uma mudança íntima em seu caráter. Outros, ainda, buscam os terreiros, imaginando que efetuando os trabalhos nas encruzilhadas, com ofertas de animais mortos, bebidas, etc. terão seus problemas resolvidos pelas entidades que atuam naquele setor. Se entram em um terreiro de umbanda, receberão orientações e alguns puxões de orelha, mas, se for realmente umbanda, não matarão animais em busca de ver seus problemas resolvidos, porque não é isso que a umbanda faz. Já os que frequentam a igreja católica, não sei se ainda funciona deste jeito, basta confessar seus pecados ao padre que ele o absolverá, desde que efetue algumas rezas em um número determinado de vezes. Depois, quando precisar, é só confessar de novo para ser absolvido de novo. Nesses casos refiro-me àqueles que buscam a “religião” porque estão com algum tipo problema e esperam que a “religião” resolva. Esses não estão procurando DEUS e tampouco uma religião (do latim religare – religação com o divino).

                É sem dúvida que os que procuram lugares em que recebem orientações adequadas sobre como proceder para obter uma vida melhor, esses acabam por encontrar DEUS. Isso se inicia com o aprendizado contido no Evangelho de Jesus, que é o mais perfeito guia de bem viver que existe, isso se for adequadamente entendido e interpretado. Mas esse aprendizado não acontece de uma hora para outra, é absorvido gradualmente e será mais rápido ou mais lento de acordo com as nossas tendências ou predisposição em realmente ter uma vida melhor. É um trabalho diário e constante que vai nos tornando mais serenos e compreensivos, e mesmo assim, durante essa caminhada, reincidimos no erro algumas vezes, pois é difícil se desprender de vícios que trazemos arraigados já há diversos anos (muitos anos). Mas a cada queda em que reconhecemos que erramos, significa que já estamos aprendendo alguma coisa e não podemos desanimar nessa hora.

                Como não me tornei perfeito, mas venho tentando me melhorar, oro a Deus por mim e pela humanidade para que nos tornemos pessoas melhores e ocupadas com o nosso destino e o destino de nosso planeta querido. Que nós possamos respeitar nossos semelhantes e se são semelhantes, são tão errados quanto nós mesmos. Que nós possamos aprender a deixar de criticar as pessoas por terem um entendimento diverso do nosso. Que possamos ser exemplo de bom proceder com a certeza de que para cada efeito há uma causa e que nós não sejamos causa para a desgraça alheia, pois as consequências são inevitáveis. E isso não se trata de castigo de Deus, é apenas lei natural e como diz o ditado: “cada um colhe o que plantou”.

                Existem muitas verdades diferentes e pregadas de formas diferentes. No dia em que essas verdades se unirem, aparando as arestas de cada uma, aí sim acredito que haverá religião, no seu sentido literal, pois o que vejo hoje em dia, não é religião e sim separação, pois muitos rejeitam e destratam seus semelhantes pelo simples fato de não terem o mesmo entendimento.

                 Não espere o impulso da dor para buscar uma reforma íntima. Deus não abandona ninguém, mas não favorece quem está em erro. A qualquer sinal de verdadeira e legítima mudança íntima a assistência chega de forma surpreendente. São as Leis Naturais (para quem preferir, Leis de Deus) atuando e respondendo de acordo com nossos atos.
           
                PEÇO A DEUS QUE ABENÇOE E ILUMINE NOSSAS MENTES, POR UM MUNDO MELHOR.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Quem são nossos irmãos?


“Se alguém disser: Amo a Deus, mas odeia seu irmão, é mentiroso.Porque aquele que não ama seu irmão, a quem vê, é incapaz de amar a Deus, a quem não vê.” – I Epístola de João – Cap. 4 - Versículo 20 
  
“Ouvistes que foi dito: Amarás ao teu próximo, e odiarás ao teu inimigo.Eu, porém, vos digo: Amai aos vossos inimigos, e orai pelos que vos perseguem;Para que vos torneis filhos do vosso Pai que está nos céus; porque ele faz nascer o seu sol sobre maus e bons, e faz chover sobre justos e injustos.Pois, se amardes aos que vos amam que recompensa tereis? Não fazem os publicanos também o mesmo?E, se saudardes somente os vossos irmãos, que fazeis demais? Não fazem os gentios também o mesmo?” – Mateus V – 43 a 47.

                Quem são nossos irmãos? São somente aqueles que nasceram na mesma família ou os que frequentam o mesmo templo religioso que o nosso?

                Há um entendimento de que quem não freqüenta a mesma igreja não é filho de Deus. Se não é assim, pelo menos é assim que a mim parece quando ouço alguns irmãos religiosos.

                Se Deus criou todas as coisas, a começar pelo próprio Universo, todos os seres são criaturas de Deus, ainda que no entendimento de alguns não esteja na condição de filho de Deus, que é relegada aos que frequentam a Igreja.

                A pessoa estar fora do caminho, ou cometendo erros, desrespeitando as Leis Divinas, não faz com que ela deixe de ser criatura de Deus e, dessa forma, de ser filha de Deus. A diferença é que quem se encontra no caminho certo, respeitando as Leis Soberanas de Deus, angaria uma proteção maior do que aquele que se encontra em descaminho. Este, apenas, não conta com a mesma proteção, mas não está totalmente desamparado, pois ao menor sinal de arrependimento sincero, a Força Criadora inicia uma assistência que faz com que a pior das criaturas se erga e se recupere, modificando, assim, sua vida. E se temos todos a mesma origem, se Deus é Pai de todos, do melhor ou do pior, isso significa que somos todos irmãos.

                Agora, você é capaz de amar o pior dos seres, seu irmão também? Você é capaz de amar o assassino cruel de seu filho? Muito difícil, embora esse devesse ser o entendimento.

                Se você somente ama os que compartilham do mesmo entendimento e do mesmo ideal, o que você faz de especial? O que você faz de diferente dos outros se você só ama a quem te ama? Assim também faziam os publicanos e os gentios, que também tinham o sentimento de amor em relação aos seus afetos.

                Amar o inimigo não significa andar a braços com ele ou compactuar com suas atitudes erradas, mas significa entender que, caso aquele irmão que está no caminho da perdição deseje voltar para o caminho correto, devemos ajudá-lo quando surgir a oportunidade. Mas se ele não desejar, e insistir permanecer no erro, devemos deixá-lo seguir (isso se chama respeitar o livre arbítrio), até que Deus, na sua Bondade e Justiça infinitas, ponha termo à sua desobediência.

                E então? Você é capaz de amar seu inimigo? Se não é capaz, você também é mentiroso, pois não ama seu irmão. Mas não desanime, todos evoluímos e a Terra há de se tornar, um dia, um planeta de paz e harmonia onde todos se enxergarão como irmãos e, dessa forma, passarão a respeitar, "letra por letra", as Leis Soberanas de Deus, que não podem ser modificadas ao nosso bel prazer e tampouco adaptadas aos nossos interesses mesquinhos e egoístas.

                Nunca passei, Graças a Deus, por nenhuma experiência em que tivesse que provar esse tipo de amor, pois não sei se seria capaz de amar tanto. E que Deus continue me protegendo contra esse tipo de investida do mal, pois corro o risco de também ser um MENTIROSO.

                DEUS ABENÇOE A TODOS.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

De que forma Jesus vem mudando a minha vida


                Não se trata de uma fórmula mágica ou milagrosa.

                Jesus não chegou e decidiu: “A partir de agora eu te transformo em uma pessoa melhor”. Não. Ele transforma a minha vida a partir do momento em que procuro seguir Seus ensinamentos. A mudança é gradativa e acontece de dentro para fora. Aos poucos vou me livrando das minhas más tendências e substituindo-as por atitudes melhores.

                Os ensinamentos contidos no Evangelho são um roteiro para bem viver que, se seguidos por todos, transformarão toda a humanidade. Não basta dizer eu amo Jesus. Não basta dizer sou cristão, sou evangélico, sou espírita, sou católico, sou protestante. É necessário aplicar no dia a dia.

                Uma coisa é certa, a partir do momento em que procurei ao menos tentar me modificar e me basear naquilo que Jesus ensinou, percebi que as coisas passaram a se tornar mais fáceis. Mais fáceis de suportar, mais fáceis de compreender, mais fácil de conviver, etc.

                Dá uma tranquilidade e uma segurança tão grandes que tenho a impressão de que por piores que venham a ser os acontecimentos eles serão totalmente suportáveis. Além disso, a partir do momento em que mudo de atitude, fico mais calmo e sereno e os conflitos gerados pelas reações de irritabilidade e intolerância diminuem. Diminuem não, deixam de existir. É impressionante.

                Quer que Jesus mude sua vida também? Então mude de atitude. Não espere que Jesus apareça na sua frente e toque você materialmente como num passe de mágica ou em um protecionismo que não é característico de quem realmente deseja o nosso bem. Não espere que Ele faça a tua vontade ou atenda teus interesses egoístas e mesquinhos. É uma questão de mudança íntima para melhor viver. Não precisa nem estar enfurnado em um templo religioso. Livre-se das más tendências, dos vícios (sejam eles morais ou químicos). Passe a respeitar o direito do próximo. Aja com os outros como você gostaria que agissem com você. Não tente mudar ninguém porque você não vai conseguir com exigências de que elas sejam como você quer.

                Você pode não acreditar, mas as pessoas percebem a nossa mudança e, se apresentamos um comportamento melhor, passam a nos respeitar e a nos tratar melhor. Aí sim, é possível que alguém mude por nossa causa, por causa do nosso exemplo e não porque quisemos.

                Ficar dizendo que ama Jesus e o aceitou no coração sem mudança de atitudes não passa de hipocrisia. Dizer que amamos Jesus e continuarmos cometendo os mesmos erros, mesmo que longe da vista dos outros, não melhora a nossa vida em nada. Todos nós temos inscritas na própria consciência as leis naturais (ou de Deus se preferirem). Intimamente sabemos quando estamos errando.

                É assim que Jesus vem mudando minha vida para melhor. Tenho sido capaz de viver em harmonia com todos, sem preconceitos, procurando entender o jeito de ser de cada um e que não posso modificar as pessoas com palavras.  Evitando atitudes de exasperação, irritabilidade e intolerância, tenho afastado de mim os momentos ruins e difíceis.

                O exemplo arrasta e os exemplos de Jesus vêm me arrastando para uma mudança gradativa e já noto a diferença. Não me tornei perfeito, estou longe disso, mas posso dizer que sou mais feliz.

                Permita que os exemplos de Jesus arrastem você também. É assim que Ele vai mudar a sua vida e tenha certeza de que você se sentirá mais tranquilo e mais forte, capaz de enfrentar qualquer dificuldade com serenidade.

                Seja feliz.

                Deus abençoe a todos

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Amar Jesus?


                Vê-se muitas vezes pessoas afirmando amarem Jesus. E o que significa amar Jesus? Ele quando esteve visível entre nós afirmou com clareza: “Amai a Deus sobre todas as coisas e ao seu próximo como a si mesmo”. E complementou: “Aí está toda a Lei e os Profetas”. Esse complemento demonstra que o principal é amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo e que dessa forma todo o restante para que possamos atingir a meta da felicidade tão desejada e a chamada vida eterna, ou se preferirem, o Reino de Deus, virá em consequência. Somos capazes de amar dessa forma? É certo que não.
                O verdadeiro amor é desprendido, não impõe exigências, não impõe condições, amamos e pronto. Não importa se meu irmão me feriu. Se eu o amo verdadeiramente, compreenderei o seu atraso espiritual e continuarei amando-o. Isso não significa que devo aceitar ser ferido passivamente, mas posso defender-me das ameaças. De que forma? Não propiciando condições de estar vulnerável a elas. Se eu me afasto de um irmão, e quando falo em irmão não me refiro somente à parentela carnal, mas também a todos aqueles com os quais convivo. Pois bem, quando me afasto de um irmão não é porque deixei de amá-lo, mas para evitar o confronto desnecessário. Após as coisas esfriarem, é possível que haja novo entendimento. Vale a pena avaliar que nem sempre nós é que estamos corretos. Muitas vezes acreditamos estar com a razão e o nosso orgulho nos impede de reconhecer que estamos errados. Aí, o conflito.
                A maneira de amar o próximo é simples: Não fazer ao próximo aquilo que não desejamos que fizessem conosco ou fazer ao próximo aquilo que gostaríamos que fizessem conosco. Você gosta de ser agredido? Gostaria de ter uma oportunidade de ser perdoado(a) diante de um arrependimento sincero ao constatar que errou? Você dá essa oportunidade a alguém? É difícil, não é?
                Amar Jesus significa seguir seus ensinamentos sem que as paixões e interesses próprios interfiram no entendimento do Evangelho do Cristo de Deus em busca de atender aos nossos interesses mesquinhos e egoístas. Não adianta dizermos que amamos Jesus e na primeira oportunidade de testemunhar esse amor respondemos com egoísmo diante de um irmão necessitado, alegando que ele merece aquilo por que está passando ou entrarmos em estado de desespero e de lamentações infindáveis diante das atribulações da vida, sobretudo diante da morte quando nos arrebata um ente querido.
                Não há notícias em nenhum escrito sobre Jesus de que ele tenha julgado e condenado ninguém. No entanto, a primeira coisa que fazemos diante de um irmão que comete um erro, sobretudo contra nós ou nossos familiares, é julgar, condenar e exigir justiça, mas não a Justiça Soberana de Deus, desejamos aquela justiça mundana, se possível a morte para o infrator maldito.  Essa atitude é incoerente quando dizemos amar Jesus, pois Ele, mesmo pregado no madeiro infame, pediu ao Pai que nos perdoasse a todos.
                Quando aprendermos verdadeiramente a amar, aí sim, saberemos amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos e no mundo não haverá mais crimes e guerras. Ah! Mas isso é muito difícil. Sabe por quê? Porque depende de nós. Depende de abrir mão dos nossos interesses pessoais e voltarmos os olhos para o que Deus espera de nós. E ELE SÓ ESPERA DE NÓS É QUE SIGAMOS AS SUAS LEIS QUE SÃO AS LEIS NATURAIS as quais quando infringidas nos respondem com o sofrimento que muitas vezes é entendido como castigo. O sofrimento não é castigo. É consequência de nossos atos. Uma maneira de nos travar e evitar que prossigamos cometendo erros e que nos depura a alma quando compreendemos que se estamos passando por determinado sofrimento é porque merecemos, pois que Deus é soberanamente JUSTO E BOM.  Nós é que infringimos a sua LEI em determinado momento.
Que nós aprendamos a não só dizermos que amamos Jesus, mas que possamos praticar isso definitivamente, abolindo de nossos corações o ódio e o desejo de vingança. Que nós, antes de nos alegrarmos diante da queda de um irmão que errou, possamos nos entristecer por se tratar de mais uma criatura que se perdeu no caminho da evolução e ao invés de emitirmos vibrações negativas em relação ao assunto, possamos orar a DEUS para que tome conta da situação e que se faça a SUA JUSTIÇA, da qual nenhum de nós está isento.
Deus abençoe a todos

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Sobre a Reencarnação


A grande dificuldade que a maioria das pessoas tem em aceitar a reencarnação está na visão da Terra como centro do Universo, esquecendo que este se encontra em constante expansão e que há muitas galáxias no espaço e que a Terra não passa de uma minúscula poeira diante da vastidão do espaço.

O entendimento de que com as diversas reencarnações e conseqüente evolução do espírito, a tendência da Terra seria ficar desabitada, pois que cada espírito evoluído conquistaria o direito de habitar mundos superiores, acabando assim com toda a população humana, não é correto.

Com o Universo em plena expansão é natural que mundos novos sejam criados e para mundos novos, novos seres. Há muitas moradas na casa do meu pai, já dizia Jesus. E o que é a casa de meu pai senão o Universo inteiro? 


Alguns espíritos que já passaram pela experiência das diversas encarnações e que, apesar de evoluírem intelectualmente, não evoluíram no campo moral, perdem o direito de viver em seus mundos de origem quando estes evoluem, sob o risco de trazerem perturbação, pois que os mundos também evoluem e aqueles que não acompanham são arrastados e encaminhados a mundos primitivos onde terão a utilidade de fazer evoluir esses novos seres com suas experiências intelectuais de outros mundos, as quais trazem como intuições que fazem brotar idéias que colocadas em prática trazem a evolução intelectual desses planetas em formação e a oportunidade de refazerem o caminho no qual se perderam.

Deus não cria seres perfeitos. Ao contrário, cria seres simples e ignorantes que adquirem experiências e vivências e através do livre arbítrio evoluem com maior ou menor rapidez, até atingirem a perfeição possível, pois que plenamente perfeito, somente Deus o é. Se existissem outros seres que pudessem ser tão perfeitos quanto Deus, não haveria Deus único.

Na medida em que as criaturas conseguem interiorizar que o mundo em que vivem não o único e que existe a possibilidade de evoluirmos até ao nível máximo permitido, atingindo o entendimento perfeito do que é Deus, adquirindo o direito de alcançar a felicidade completa que não uma felicidade ociosa, mas produtiva ao extremo de ser co-participe da obra da criação, passa então a aceitar a idéia da reencarnação, saindo do entendimento mesquinho de que a vida se resume a uma existência de 80 ou 90 anos que nada significam perante a eternidade.

O problema é que o pobre linguajar humano não consegue traduzir a ideia do que seja INFINITO e tampouco do que seja ETERNO, muito menos do que significa DEUS, sobretudo quando o humanizam, confundindo a ideia da semelhança de Deus com suas criaturas em termos humanos e materiais. Não é possível conceber nenhuma dessas idéias com palavras. Apenas um sentimento intraduzível e indizível que se resume numa certeza de que somos seres eternos, mesmo não entendendo direito o que isso significa, pode nos dar certeza de que evoluímos em direção ao alto e em direção a essa força que nos criou através da manipulação do fluido universal de onde surge toda a matéria tal qual a conhecemos.

Somos oriundos de uma única fonte, e essa origem nos torna irmãos universais. Por isso o dever de nos amarmos uns aos outros independentemente de credo ou religião, pois que no estágio evolutivo em que nos encontramos é natural que haja entendimentos divergentes sobre um mesmo assunto. A realidade é que, apesar das divergências, estamos todos buscando a mesma verdade e os testemunhos acerca da reencarnação estão disponíveis para quem se propuser a pesquisá-los com seriedade e imunes de preconceitos.

O fato é que muitas pessoas estão preocupadas com a existência ou não da reencarnação e das manifestações espirituais que ocorrem dentro das casas espíritas, assim como nas igrejas, com as mais diversas nomenclaturas, esquecendo de se preocuparem em se tornarem pessoas melhores e dessa forma alcançarem a graça do acesso ao que é verdadeiramente puro e bom.

Quando nos desvencilharmos da ideia de que a Terra é local exclusivo de seres viventes e de que há possibilidade da existência de vidas em outros planetas, pois que Deus não criaria planetas apenas para embelezar os céus, que com a iluminação proporcionada pela energia elétrica quase não se vê mais, passaremos, então, a aceitar com maior naturalidade o que é natural. E se Deus pode todas as coisas, por que não pode colocar criaturas em outros planetas? Por que não pode destinar almas a corpos recém criados o que seria mais natural do que reconduzir essas mesmas almas a corpos que já foram destruídos e seus elementos absorvidos pela natureza e reutilizados em outros corpos, sejam animais ou vegetais?

Acredito que a discussão sobre a existência ou não da reencarnação pelas diferentes linhas de entendimento, numa disputa sobre quem está certo ou errado, não nos melhora em nada em termos evolutivos.  Apenas as atitudes corretas, direcionadas pelo que é moral e ético, transformarão o planeta Terra num planeta evoluído e digno de receber criaturas iluminadas e aquele que aqui quiser permanecer e desfrutar das benesses de viver em mundo mais evoluído na companhia agradável dos que produzem em favor da criação ou quiser galgar mais elevadas esferas, que trate, desde já, de respeitar seu próximo e ter atitudes corretas sob pena de ser também banido para planetas inferiores, sob o jugo da lei da Reencarnação que revela a mais pura Justiça Divina.

                Que Deus abençoe a todos.