domingo, 13 de agosto de 2017

Origem da palavra IDIOTA

Assisti, há alguns dias, um vídeo que me foi compartilhado através do Whatsapp, de Mário Sérgio de Cortella, falando sobre a origem da palavra idiota. Acesse o vídeo aqui

Cortella nos fala que, há aproximadamente 2000 anos, os gregos se utilizavam de um termo para definir aquelas pessoas que “só olhavam para o próprio umbigo” se desinteressando por participar da coletividade, pois visavam a atingir somente os seus interesses pessoais, só realizavam coisas que pudessem trazer benefícios para si mesmos, em detrimento dos interesses da coletividade. Esses se utilizariam, certamente, do ditado: “Cada um por si”. Embora tivesse vindo à minha mente a palavra egoísta, que não deixa de ser, a palavra que os gregos utilizavam para definir esse tipo de indivíduo é IDIOTA.

Mas Cortella ainda nos apresenta outra palavra que os gregos também utilizavam para definir as pessoas que agiam de modo contrário, ou seja, se interessavam pelo bem-estar da coletividade em que viviam e tinham a atitude de fazer algo pelo bem dessa coletividade e consequentemente, colhendo os frutos do bem ao próximo, pois se a coletividade está bem, eu também estou. Esses, certamente, se utilizariam do ditado: “Um por todos e todos por um”. Pensei, então, em religiosos. Mas estava novamente enganado. O termo correto é POLÍTICO.

Como é costumeiro, com o tempo vamos dando conotações às palavras diferentes de seu significado original. Isso aconteceu com as palavras ignorante, demônio, capeta, satanás, entre outras, e também com as palavras idiota e político.

Hoje em dia, vamos encontrar idiotas, na concepção original da sua utilização pelos gregos, governando o país, pois não governam para a coletividade e o bem-estar social. Mas vamos encontrar também os idiotas que não estão no poder e se rebelam contra os que estão porque gostariam de estar no lugar deles fazendo a mesma coisa. São chamados normalmente de oposição.

Encontraremos, também, uma outra parcela da humanidade que não deseja o poder, mas que também pode ser considerada idiota, repito, na concepção original da utilização do termo pelos gregos. São aqueles que embora não se interessem pelo poder, também não se interessam pela coletividade. Se fazem alguma coisa, é apenas para atingir seus próprios interesses.

E nessa sequência, encontraremos poucos, muito poucos mesmo, que se interessam em ser políticos.

Na Revista Cultura Espírita de janeiro/2017, vamos encontrar um artigo de Moacir Costa de Araújo Lima, do Rio Grande do Sul, com o título O Valor da Espiritualidade em Meio à Violência Social que nos fala a respeito da mudança de paradigma que a física quântica nos traz quando nos mostra que não somos seres inertes perante as modificações da natureza, sobretudo a humana, mas que toda energia que movimentamos através do nosso pensamento, pode transformar possibilidades.

A interpretação do materialismo realista nos descreve um universo de grandes vazios, segundo Moacir, em que tudo só funcionava à força, e onde nós, meros observadores, não tínhamos a menor possibilidade de intervenção. Era um universo mecânico.

Sofremos, ainda hoje, as consequências desse entendimento materialista em que somos meros objetos com início e fim programados de forma irreversível. E quando tentamos ter algum entendimento que nos leve a espiritualização, somo condenados a um inferno, criado para controlar através do medo. Diz Moacir em seu artigo: “E os que se comportam bem, pelo medo, alimentam recalques e a esperança de um dia ver, quem hoje manda, severamente penalizado e os que vivem felizes, castigados no fogo do inferno”.

Encontramos hoje aqueles que confundem autoridade com autoritarismo e quando se encontram no poder não perdem o ensejo de prejudicar quem está sujeito à sua autoridade, ao invés de usá-la para o progresso e o bom desenvolvimento das atividades de seus subordinados.

Encontraremos, ainda, os rebeldes sem causa, aqueles mesmos que não conseguiram alcançar o poder e são ávidos em exigir “seus direitos”, mas que não se empenham com a mesma avidez para cumprirem com os seus deveres e que, se alcançassem o poder, não agiriam diferente dos que lá estão. Cria-se a imagem fixa de que todo patrão é essencialmente mau, mas quando têm a oportunidade de se tornarem patrões esquecem-se de que um dia foram empregados e de como desejavam ser tratados, transformando-se naqueles mesmos patrões, que como os idiotas, só pensam nos próprios interesses.

O que está nos faltando é descobrir que como movimentadores de energias capazes de transformar, podemos utilizá-las, através de pensamentos e atitudes voltadas à melhoria do ambiente em que vivemos, transformando-nos em seres melhores, menos egoístas, e porque não dizer, deixando de ser idiotas para nos transformarmos em verdadeiros políticos, aqueles que se interessam pelo bem estar social, pelo bem estar da comunidade em que vive participando, não só das manifestações de rua, mas das manifestações de mudança de caráter, se apresentando como exemplo de transformação. Moacir, em seu artigo na RCE diz o seguinte: “...estamos convidados a criar uma massa crítica pensante, capaz de liberar energia suficiente para a produção de um clima de harmonia e progresso. ”

Toda mudança que desejamos no outro deve começar por nós mesmos e assim, copiando, ainda, Moacir Costa de Araújo Lima, finalizo com ele: “A Física Quântica alerta que estamos interconectados e que, como emissores e receptores que somos, só recebemos nas frequências em que somos capazes de vibrar. Espiritualidade com fé raciocinada e filosofia da ciência mostra o amor como solução dos problemas humanos. Falta aos humanos se conhecerem e agirem como humanos. Quem se conhece, quem se descobriu, ou, após um período de esquecimento está se redescobrindo, entenderá que falta ao homem, desviado da rota do bem, consciência de si mesmo.
                
O grande caminho é o do conhece-te”.
               
Quando nos conhecermos, ou nos reconhecermos, estaremos capazes de decidir se vamos permanecer agindo como idiotas ou se vamos passar a agir como políticos, na real concepção do que isso significa.

Que Deus nos abençoe e ilumine.

Revista Cultura Espírita é uma publicação mensal do ICEB - Instituto de Cultura Espírita do Brasil
Acesse aqui

domingo, 9 de abril de 2017

Apontamentos sobre o filme A Cabana

                Antes do filme A Cabana entrar em cartaz na minha cidade, assisti ao trailer e também li alguns comentários acerca dos perigos que o filme poderia oferecer, inclusive no tocante ao filme apresentar uma mulher como sendo a figura de Deus, já que Deus não teria sexo. Isso aguçou minha vontade de assisti-lo, pois não poderia tecer comentários ou criticá-lo negativamente sem antes conhecê-lo, coisa que a maioria das pessoas faz. Ressalto que não cheguei a ler o livro, mas pretendo fazê-lo tão logo possa.

                Pois bem, o filme conta a história de uma pessoa, Mack (Sam Worthington), e sua experiência com a divindade. Mack, quando menino, sofria com os mau tratos que seu pai impunha à sua mãe e, um dia, orientado por uma vizinha que o acolheu em um dos momentos em que seu pai agredia sua mãe, buscou a ajuda de Deus. Na igreja que frequentava com a família, procurou o pastor e pediu perdão a Deus por não poder ajudar a mãe, revelando o que o pai fazia quando estava alcoolizado. Isso lhe custou uma surra durante uma noite inteira, levando-o a decidir envenenar o pai.

                Adulto, Mack constituiu família, tornou-se pai amoroso e, em um passeio com os três filhos em um acampamento, a menorzinha desapareceu. Mack não tinha um relacionamento muito íntimo com Deus, ao contrário de sua esposa que o tratava por “Papai” e dirigia-se a Deus com a intimidade com que se dirigiria a um pai querido.

                Com o desaparecimento da filha e a constatação de que fora raptada e morta, Mack entrou em estado de tristeza, bem como sua outra filha passou a se sentir culpada pelo desaparecimento da irmã, já que o fato ocorreu em um momento de distração do pai devido a um acidente provocado por ela. Inicia-se, então, o processo de “cura” e da sua aproximação a Deus.

                No filme, Deus, ou Papai, apresenta-se na figura de uma mulher negra (Octavia Spencer) e isso, foi esclarecido pela própria personagem.  Tendo o menino Mack sofrido horrores nas mãos do pai, muito provavelmente haveria rejeição se “Deus” tivesse se apresentado como homem. Ao contrário, apresentou-se como mulher de acordo com as suas lembranças de infância, daquela vizinha que o acolheu nos momentos de sofrimento e dor.

                Nesse contato com Deus, Mack questionou muito, revoltou-se, mas foi dado a ele o poder de escolha (livre arbítrio) de se curar ou voltar para casa e continuar vivendo sua tristeza e sua culpa. Interessado no desfecho do que estava lhe acontecendo, resolveu ficar. E Deus lhe apresentou a cura através do perdão. Ele precisou depurar suas dores através do perdão bem entendido. E somente depois de perdoar o próprio pai e o assassino de sua filha é que conseguiu se libertar dos traumas e se transformar em uma pessoa mais leve.

                Coincidentemente, assisti ao filme após ter recebido de uma grande amiga um vídeo de Rossandro Klinjey falando sobre o mesmo assunto, o perdão, que vale a pena assistir, basta acessar através do link: https://youtu.be/85-bE7ywbFA.

                Importante também ressaltar que a esposa de Mack, Nan (Radha Mitchell), que tinha mais intimidade com Deus, não sofreu tanto com o desaparecimento da filha. Sofreu mais com o estado em que o marido se encontrava e que estava, aos poucos, destruindo a família.

                A mensagem que absorvi do filme, e que acredito que muitos não irão compreender e achar o filme ruim, foi:

1)      A de que somos eternos, o que qualquer religião cristã afirma, embora o filme não seja de cunho religioso. A morte do corpo físico não nos destrói e permanecemos sendo uma individualidade, conforme afirma o Espiritismo. Mack pôde ver o estado espiritual em que se encontrava sua filha, e isso o confortou. Teve contato também com a visão das criaturas, filhas de Deus, não como pessoas, mas como cores, energias, vibrações e. dentre elas, surgiu seu pai, momento em que puderam se perdoar, reciprocamente.

2)      O poder do perdão na cura de nossas mazelas, pois enquanto não perdoamos e não deixamos o passado no passado, permanecemos sofrendo. O perdão não significa esquecer o mal que nos fizeram, mas deixa-lo no passado, onde é seu lugar, para prosseguirmos com a nossa vida. Com o perdão, mais do que libertar o nosso ofensor, libertamos a nós mesmos.

Por que temos tanta dificuldade em entender Deus e também para entender a mensagem contida nos evangelhos?

A nossa visão materialista de Deus, quando o transformamos numa figura cheia dos nossos defeitos e com sentimentos próprios da imperfeição humana, nos faz crer num deus injusto.

Em primeiro lugar, precisaríamos admitir que somos eternos, que a passagem pela roupagem física representa bem menos do que uma fração de segundo perante a eternidade e que esse pequeno lapso de tempo em que vivemos na Terra não seria suficiente para determinar a nossa condenação ao inferno ou ao céu, que aliás não passam de estados de alma, trazendo à tona que somente através da reencarnação poderíamos assegurar uma justiça igualitária que garantiria a todos a oportunidade de corrigirem seus erros. Deus ama todas as suas criaturas, mesmo as que estão em erro, pois como afirmou o Mestre Nazareno em Matheus 18:10-14, o bom pastor vai atrás da única ovelha que se perdeu, a fim de resgatá-la, numa demonstração de que nenhuma ovelha confiada a ele se perderá. Portanto, seria um contrassenso, afirmar que por uma única vida de erros estaríamos condenados ao inferno eterno e que não teríamos nunca a oportunidade de, através do arrependimento, resgatarmos as nossas dívidas. Toda a humanidade terrestre estaria condenada a isso, pois não há uma alma sequer, aqui neste planeta que não tenha cometido ao menos um erro, bem como não seria justo o simples fato de arrepender-se ser suficiente para livrá-lo da condenação eterna, sem que fosse possível recolocar as coisas no lugar. Seria injusto, principalmente com aqueles que procuraram pautar suas vidas pelo caminho ca correção. Somente a reencarnação seria capaz de propiciar essa oportunidade.

Muitas pessoas  de outros entendimentos religiosos poderiam afirmar que é um absurdo a Lei da Reencarnação, mas essas mesmas pessoas afirmariam que creem no Deus do impossível e que esse mesmo Deus pode fazer com que, na Ressurreição, a alma possa retornar a um corpo já decomposto pela natureza, onde seus elementos já foram utilizados para constituir novos organismos, levantando-se da tumba, como verdadeiros zumbis, para retornarem à vida, mais uma vez, apenas com a visão materialista da ressureição. Se Deus é o Deus do Impossível, por que não poderia, através da geração de um novo corpo no ventre materno, destiná-lo a reencarnação de um espírito que necessita de uma nova oportunidade para corrigir seus erros?

Mas, voltando ao foco do filme, poucas pessoas conseguirão entender a mensagem que foi deixada se não analisarem afastados do preconceito religioso. Ainda existem pessoas que acreditam que se tocarem o disco da Xuxa de trás para frente ouvirão uma mensagem do demônio. Então, se o preconceito religioso ficar focado no fato de que Deus foi representado no filme pela figura de uma mulher, embora em determinado momento se apresentou também na forma masculina, não conseguiremos captar a mensagem do filme, onde mostra que Deus se apresenta para nós da forma em que temos capacidade de entender e aquela foi a maneira de Mack conhecer Deus.

A Cabana mostra que a chave para o personagem em conflito se libertar de seu sofrimento, adquirindo uma nova perspectiva de vida, transformando-se numa pessoa melhor, mais confiante, alegre e bem-disposta foi O PERDÃO. E me perdoem os religiosos que acham que a mensagem do filme é perigosa, pois não consigo perceber onde há o perigo em disseminar a atitude do perdão, sobretudo para quem se diz cristão. São palavras do Cristo, contidas em Matheus 5:44-48:
44 Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem; para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus;
45 Porque faz que o seu sol se levante sobre maus e bons, e a chuva desça sobre justos e injustos.
46 Pois, se amardes os que vos amam, que galardão tereis? Não fazem os publicanos também o mesmo?
47 E, se saudardes unicamente os vossos irmãos, que fazeis de mais? Não fazem os publicanos também assim?
48 Sede vós pois perfeitos, como é perfeito o vosso Pai que está nos céus.

Para mim, valeu a pena. Saí do cinema refletindo muito sobre como tenho conduzido minhas escolhas.


Paz e Luz

domingo, 5 de março de 2017

Ainda há Esperanças

                Diante do quadro caótico que estamos vivendo, podemos dizer que ainda há esperanças? Tantas notícias de corrupção, de violência, políticos e empresários presos e uma impressão de que não sobrou ninguém honesto nesse país, como podemos ter esperanças de um futuro melhor? Há, ainda, as guerras e a fome em outras partes do planeta. Parece o fim. O que podemos fazer?

                A primeira coisa a se fazer é uma mudança dentro de nós mesmos. Sim, uma mudança para que nos tornemos um espelho onde poderá se refletir a imagem da mudança que esperamos no mundo, a mudança que esperamos nos nossos políticos.

                Quais são as nossas maiores reclamações? Não são a violência e a corrupção, a desonestidade? Que tal fornecermos o exemplo de tolerância (não violência) e de honestidade?

                Somos, muitas vezes, permissivos com os nossos erros. Nos permitimos pequenas atitudes que nada mais são do que o início da corrupção em nós mesmos. Quando avançamos o sinal vermelho no trânsito, quando aceleramos ao vermos o sinal amarelo ao invés de diminuirmos para parar, quando estacionamos nas calçadas (quando existem) atrapalhando o ir e vir dos pedestres, sobretudo dos cadeirantes e idosos, bem como dos estudantes nas proximidades das escolas, isso só para falar dos “pequenos erros” cometidos no trânsito, que nada mais são do que infração à Lei de Trânsito. Poderia enumerar aqui várias outras atitudes nossas que, aos nossos olhos, são de pouca importância, mas que não passam de pequenas corrupções.

                As pessoas envolvidas nos grandes roubos, nas grandes corrupções, geralmente começaram nas pequenas atitudes erradas, permissivas, frutos de uma educação deficiente onde levar vantagem é o que importa. Ou tem alguém que acredita que os políticos desonestos são seres extraterrestres que foram jogados neste planeta apenas para roubar, matar e destruir? Não, eles saíram do meio onde nós vivemos, precisamos reconhecer, são frutos de nossa cultura equivocada.

                Assim como as pequenas atitudes ruins podem tomar vulto e se tornarem grandes corrupções, movidas pela exacerbação das conquistas materiais e por isso mesmo provisórias, as pequenas atitudes corretas podem tomar vulto e se transformar um dia em grandes movimentos para o amor, a paz e a fraternidade, em verdadeira conquista do espírito, essa sim, eterna.

                Podemos começar nos recusando a cometer aqueles pequenos atos que aparentemente não prejudicam a ninguém, mas que não deixam de ser o rompimento de uma regra de convivência em sociedade.

                Tudo começa nas pequenas atitudes que aos poucos vão virando costume e passamos a praticar com naturalidade e nesse passo vamos percebendo que podemos ter outras atitudes maiores e vamos ampliando o nosso desejo e a nossa capacidade de agir. Isso se dá tanto para o aspecto negativo quanto para o positivo. E, assim, vamos contaminando as pessoas ao nosso redor, sobretudo as crianças, que costumam seguir o nosso exemplo.

                Quando começamos a ter atitudes melhores, respeitando as regras de convivência, às leis, sobretudo, as pessoas acostumadas à permissibilidade, costumam nos tachar de trouxas, otários, afinal, eles são espertos e sabem tirar vantagem em tudo. E são, esses mesmos, os primeiros a reclamarem da corrupção dos políticos, até se tornarem políticos também.

                Como você gostaria de contaminar a sociedade? Com as atitudes que levam à corrupção ou com as atitudes que elevarão, um dia, o nosso planeta ao patamar de mundo de regeneração?

                Como você deseja educar seus filhos e netos? Para serem espertos e futuramente corruptos ou para serem homens de bem?

                Hoje, as pessoas honestas perderam o interesse em atuar na política, pois perderam a esperança e isso é extremamente prejudicial, pois o resultado é a presença, quase que unicamente, de políticos desonestos administrando o país.

                Por isso, é necessário nos reeducarmos e passarmos a ter atitudes melhores, mais honestas, mais coerentes, já que reclamamos tanto da corrupção. Precisamos educar nossas crianças com valores morais e não para terem apenas conquistas materiais, sob pena de estarmos criando futuros políticos corruptos de quem tanto reclamamos. As conquistas materiais, embora necessárias para a sobrevivência nesse mundo, nós não as levaremos para lugar nenhum após descermos ao sepulcro. Que as conquistas materiais sejam fruto de trabalho honesto e não da exploração e da desgraça do ser humano, promovendo, assim, o bem estar social.

                Ainda há esperanças, o de que precisamos é reconhecer os nossos defeitos e mudar as nossas atitudes, banindo de nós mesmos as pequenas corrupções, contaminando a sociedade à nossa volta com o exemplo de que pode ser diferente sim, depende da cada um.

                Sugiro que assistam ao vídeo da cantora Flaira Ferro que pode ser acessado no seguinte endereço: https://www.facebook.com/GrupoIrmaScheilla/videos/174178453077803/

                Deus abençoe a todos

Neil Pinheiro em 05/03/2017

terça-feira, 18 de março de 2014

Religião

Relegere ou Religare?

A palavra religião, existente em português desde o século XIII, origina-se do latim religio, religionis = culto, pratica religiosa, cerimônia, lei divina, santidade.

Existe um entendimento tradicional de que o substantivo religião veio do verbo, também do latim, Relegere = reler, revisitar, retomar o que estava largado (Cícero – 106-43, a.C). Outros afirmam que a origem está em Religare = religar (Lactâncio, escritor cristão - +330 d.C). Seja como for, ambos os entendimentos se aproximam e dão a ideia de retomada de alguma coisa, de voltar ao que foi abandonado em algum momento e, nesse caso, do que é divino, da fonte criadora. Religião deveria ter como função aproximar os homens de Deus como Fonte Criadora e, assim, aproximar os homens uns dos outros.

O que vemos, no entanto, são entendimentos diferenciados em torno dessa religação, cada um praticando-a a partir do seu próprio entendimento, ou a partir do que considera aceitável (ou verdade) dentro do segmento religioso do qual faça parte, dedicando-se mais ao culto exterior do que à prática dos ensinamentos cristãos, que deveria partir da própria transformação moral, levando o ser a respeitar o seu próximo, compreendendo os diversos níveis de evolução de cada ser, e dessa forma, ensaiando para a prática do amor. E, no entanto, o que vemos é cada um fazendo a releitura de acordo com o seu interesse particular, de acordo com a sua verdade interessante, trazendo à tona uma religião cheia de intolerância e contradições.

 Vamos optar por falar de religião com o sentido de religação com Deus, deixando de lado o sentido de culto, assim entendido como a prática dentro dos templos, a qual também tem sua importância na modificação do ser para melhor, a partir do entendimento verdadeiro das leis naturais, Leis de Deus. Vamos nos ater à prática na vida cotidiana daquilo que é ensinado nos cultos, e deveria ser posto em prática em toda a sua pureza.

Podemos encontrar pessoas com comportamento muito mais próximo dessa religação, mesmo dizendo que não creem em Deus, do que uma boa parte da população que se diz religiosa ou cristã. A frequência a uma casa ou templo religioso, sejam eles de qualquer natureza, católicos, espíritas, umbandistas, evangélicos, etc., não transforma a pessoa em um ser melhor, mais evoluído. A escolha de um local para frequência significa que a pessoa está em busca daquele algo mais que a levaria a ter uma vida melhor. Normalmente a busca pela religião se dá a partir de alguma dificuldade ou sofrimento, espiritual ou material.

A mudança para melhor surge a partir do entendimento de que somos uma família universal e que somos originados da mesma fonte.

A nossa falta de capacidade para o entendimento perfeito da nossa origem nos leva a crer em um deus homem, que tem ira, ciúme, inveja, é guerreiro e combate seus inimigos - as pessoas não creem nele da mesma forma que seus seguidores - de forma cruel e condena definitivamente às chamas do inferno.

Boa parte dos segmentos religiosos adotam trechos do velho testamento para justificarem suas atitudes, dentro de seus interesses e ignoram outros trechos que também estão no velho testamento, mas vai contra aquilo que lhes é confortável. Adotam apenas o que lhes traz conforto, embora equivocado no entendimento, porque está na Bíblia.

Jesus quando esteve visível entre nós, não aboliu nenhuma das leis de Deus, também contidas no Velho Testamento, mas as resumiu dessa forma: “Amar a Deus sobre todas as coisas” e “Amar ao próximo como a si mesmo”. Quanto às Leis de Moisés, estas por serem leis humanas, utilizadas para conter um povo rude e ignorante, foram sendo automaticamente substituídas por outras, de acordo com a nossa evolução. Até hoje precisamos de leis humanas para conter a sanha dos ignorantes, mas já reflete um pequeno entendimento das Leis de Deus que estão baseadas no respeito mútuo entre os homens e à natureza. Leis essas que são desrespeitadas constantemente, inclusive pelo próprios legisladores humanos, o que demonstra que estamos longe, ainda, do que se pode chamar evolução.

Ora, se nós não conseguimos amar o nosso próximo, como podemos dizer que amamos a Deus? Como podemos dizer que amamos nosso próximo, se muitas vezes não amamos a nós mesmos.

Temos o costume de amar o nosso próximo mais próximo, nossos filhos, nossos pais, porque aquele próximo que nos traz problemas constantemente, que nos agride, que trai nossa confiança, esse nós queremos que não fique muito próximo. Aliás, quanto mais distante melhor.

O entendimento equivocado das palavras de Jesus nos leva a achar um verdadeiro absurdo, amar uma pessoa que nos faz mal. Jesus não quis dizer que devemos andar a braços com o inimigo, mas deseja que tenhamos, ao menos, compreensão em relação às atitudes equivocadas de nossos “inimigos”, que na verdade, pelo verdadeiro entendimento cristão deve ser considerado como um irmão, um irmão equivocado, mas irmão, já que oriundo da mesma fonte, a qual chamamos Deus.

O nosso estágio evolutivo não permite uma compreensão clara quanto à nossa origem. Somente os espíritos com alto grau de evolução, como Jesus, tem uma compreensão sobre essa Fonte Criadora e já participa mais ativamente da obra da Criação. Nós também participamos da Obra da Criação. Contudo, ainda não somos capazes de compreender como funcionam as Leis Naturais, Leis de Deus. Primeiramente porque estamos muito focados nas conquistas materiais e damos prioridade a elas. Não que as conquistas materiais não sejam importantes, mas porque elas devem estar aliadas às conquistas espirituais.

Religião é agir, independente de frequência à templos ou igrejas, de forma correta, procurando, antes de agir, verificar se não estamos prejudicando alguém.

Pequenos detalhes cotidianos, que fogem à nossa observação por já estarem automatizados em nosso comportamento, demonstram bem o nível de evolução em que nos encontramos.

Quando estacionamos nosso automóvel na calçada, dificultando a passagem dos pedestres, nossos irmãos, estamos agindo com religião? Estamos amando nosso próximo? Imaginem se esse pedestre for um idoso ou deficiente físico. Não é, além de tudo, uma falta de caridade? Isso é só um pequeno exemplo, mas existem muitos outros atos que demonstram que não amamos nosso próximo.

Quando, como comerciantes ou donos de oficinas, ocupamos as calçadas com mesas e cadeiras ou com carros e motos aguardando conserto, é outro exemplo de falta de amor ao próximo.

Quando avançamos um sinal amarelo. Sim, sinal amarelo. Porque o sinal amarelo indica que devemos reduzir a velocidade porque o sinal vai ficar vermelho e não o contrário. A maioria de nós mete o pé no acelerador quando vê o sinal de trânsito ficar amarelo e o que acontece? O sinal fica vermelho no momento em que estamos passando, abre do outro lado e adivinhem quem fica sem poder atravessar a rua? Isso mesmo, o pedestre, nosso próximo. Estamos amando o nosso próximo adequadamente? Estamos seguindo os ensinamentos de Jesus? Por fim, estamos praticando religião?

Esses exemplos são apenas em relação a pessoas que não nos fizeram mal algum. Imaginem o nosso comportamento com alguém que nos faz algum mal, com alguém que assassina um de nossos entes queridos. Esses, se pudermos nos vingar ou deixar apodrecer em uma cadeia para o resto da vida, sentiremos que a justiça foi realizada. Mas estamos seguindo as orientações de Jesus, que diz que devemos amar os nossos inimigos?

O que Jesus quis dizer com “Amar os nossos inimigos”? Certamente que uma pessoa dessas não nos será agradável e que vamos sentir algum tipo de repulsa e o nosso estágio evolutivo não nos permite, ainda, ter por um ser desses o mesmo sentimento que temos por um filho querido. Mas nós, que nos intitulamos espíritas e cristãos, sabedores que somos de que mesmo esses seres terão uma nova oportunidade através da porta do arrependimento, assim como nós mesmos tivemos um dia, devemos nutrir sentimentos de ódio e vingança? Sim, porque tivemos, ou alguém acredita que somos espíritos puros que nunca cometeram um crime sequer. É bem provável que todos nós carreguemos na conta de nossas consciências crimes horrendos em relação aos nossos semelhantes. E estamos agora em resgate de faltas cometidas, talvez contra alguém que está no seio de nossa família como um pai, um irmão, um filho problemático. Sabe-se lá que mal fizemos aos outros para nos considerarmos capazes de julgar o nosso irmão em erro? Nós, espíritas, temos a obrigação de, no mínimo, ter compreensão com essas criaturas e, ao invés de alimentarmos o ódio e o desejo de vingança, deveríamos ficar pesarosos em relação a esse ser que passará um dia por grandes sofrimentos por ter infringido as Leis de Deus, mas que poderá um dia renascer no nosso seio familiar e sermos obrigados a amá-lo, mesmo sem entender porque o amamos apesar de algumas vezes nos trazer certo desconforto na convivência. Não significa isso que devemos trazer o malfeitor para dentro de nossos lares, trazendo perigo aos nossos familiares. Isso seria um risco desnecessário, uma imprudência. Basta, ao invés de direcionar energias negativas, procurar orar a Deus para que esse ser desperte e reconheça seus erros, arrependendo-se, a fim de garantir o retorno ao encontro da fonte Criadora, entrar em religião. Não na religião, mas em religião, religião com a origem, religião com Deus. O nosso ente querido que foi arrebatado do nosso convívio carnal, esse nós o encontraremos no mundo espiritual, são e salvo, e, se formos merecedores, encontraremos com ele, mesmo antes de partirmos para a pátria espiritual.

Assim funciona, em parte, a reencarnação e compreender essas coisas e nos modificarmos intimamente buscando essa compreensão, aprendendo a conviver com as pessoas que nos são desagradáveis e nos trazem transtornos é um passo para começarmos a praticar religião e não sermos apenas seguidores de doutrinas religiosas.

Obrigado aos mentores espirituais que me ajudaram trazendo inspiração e obrigado a Deus e a Jesus por terem permitido.

Que paz de Jesus possa nos alcançar e possamos intimamente sentir sua presença nos bons e maus momentos da vida. Fiquem com Deus e que Ele nos abençoe, hoje e sempre.

Graças a Deus.



segunda-feira, 7 de maio de 2012

Se não for por amor, será pela dor


                Existe um ditado muito comum nos meios religiosos de que se você não procurar Deus por amor, inevitavelmente o fará pela dor. Eu tenho um ponto de vista em relação a isso.

                Creio que quem procura um templo religioso qualquer em busca de se melhorar e conhecer como funcionam as leis universais e qual o significado de sua existência, o que é raro, talvez esteja procurando Deus por amor. Quem procura um templo religioso qualquer em um momento de dor, na sua maioria está procurando solução para seus problemas, sejam eles materiais ou espirituais. Estes buscam respostas para resolverem imediatamente seus problemas. O fato é que poucos aceitam as orientações que recebem no sentido de que devem mudar alguns comportamentos e pensamentos perniciosos.

                Alguns se dirigem a uma igreja evangélica esperando que o pastor lhe diga que a partir do momento em que aceitou Jesus ou passou a ser um contribuinte da igreja, todos os seus problemas estarão resolvidos. Outros se dirigem aos centros espíritas esperando que os espíritos lhes dêem a fórmula sobrenatural para resolverem seus problemas, sem o menor esforço para uma mudança íntima em seu caráter. Outros, ainda, buscam os terreiros, imaginando que efetuando os trabalhos nas encruzilhadas, com ofertas de animais mortos, bebidas, etc. terão seus problemas resolvidos pelas entidades que atuam naquele setor. Se entram em um terreiro de umbanda, receberão orientações e alguns puxões de orelha, mas, se for realmente umbanda, não matarão animais em busca de ver seus problemas resolvidos, porque não é isso que a umbanda faz. Já os que frequentam a igreja católica, não sei se ainda funciona deste jeito, basta confessar seus pecados ao padre que ele o absolverá, desde que efetue algumas rezas em um número determinado de vezes. Depois, quando precisar, é só confessar de novo para ser absolvido de novo. Nesses casos refiro-me àqueles que buscam a “religião” porque estão com algum tipo problema e esperam que a “religião” resolva. Esses não estão procurando DEUS e tampouco uma religião (do latim religare – religação com o divino).

                É sem dúvida que os que procuram lugares em que recebem orientações adequadas sobre como proceder para obter uma vida melhor, esses acabam por encontrar DEUS. Isso se inicia com o aprendizado contido no Evangelho de Jesus, que é o mais perfeito guia de bem viver que existe, isso se for adequadamente entendido e interpretado. Mas esse aprendizado não acontece de uma hora para outra, é absorvido gradualmente e será mais rápido ou mais lento de acordo com as nossas tendências ou predisposição em realmente ter uma vida melhor. É um trabalho diário e constante que vai nos tornando mais serenos e compreensivos, e mesmo assim, durante essa caminhada, reincidimos no erro algumas vezes, pois é difícil se desprender de vícios que trazemos arraigados já há diversos anos (muitos anos). Mas a cada queda em que reconhecemos que erramos, significa que já estamos aprendendo alguma coisa e não podemos desanimar nessa hora.

                Como não me tornei perfeito, mas venho tentando me melhorar, oro a Deus por mim e pela humanidade para que nos tornemos pessoas melhores e ocupadas com o nosso destino e o destino de nosso planeta querido. Que nós possamos respeitar nossos semelhantes e se são semelhantes, são tão errados quanto nós mesmos. Que nós possamos aprender a deixar de criticar as pessoas por terem um entendimento diverso do nosso. Que possamos ser exemplo de bom proceder com a certeza de que para cada efeito há uma causa e que nós não sejamos causa para a desgraça alheia, pois as consequências são inevitáveis. E isso não se trata de castigo de Deus, é apenas lei natural e como diz o ditado: “cada um colhe o que plantou”.

                Existem muitas verdades diferentes e pregadas de formas diferentes. No dia em que essas verdades se unirem, aparando as arestas de cada uma, aí sim acredito que haverá religião, no seu sentido literal, pois o que vejo hoje em dia, não é religião e sim separação, pois muitos rejeitam e destratam seus semelhantes pelo simples fato de não terem o mesmo entendimento.

                 Não espere o impulso da dor para buscar uma reforma íntima. Deus não abandona ninguém, mas não favorece quem está em erro. A qualquer sinal de verdadeira e legítima mudança íntima a assistência chega de forma surpreendente. São as Leis Naturais (para quem preferir, Leis de Deus) atuando e respondendo de acordo com nossos atos.
           
                PEÇO A DEUS QUE ABENÇOE E ILUMINE NOSSAS MENTES, POR UM MUNDO MELHOR.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Quem são nossos irmãos?


“Se alguém disser: Amo a Deus, mas odeia seu irmão, é mentiroso.Porque aquele que não ama seu irmão, a quem vê, é incapaz de amar a Deus, a quem não vê.” – I Epístola de João – Cap. 4 - Versículo 20 
  
“Ouvistes que foi dito: Amarás ao teu próximo, e odiarás ao teu inimigo.Eu, porém, vos digo: Amai aos vossos inimigos, e orai pelos que vos perseguem;Para que vos torneis filhos do vosso Pai que está nos céus; porque ele faz nascer o seu sol sobre maus e bons, e faz chover sobre justos e injustos.Pois, se amardes aos que vos amam que recompensa tereis? Não fazem os publicanos também o mesmo?E, se saudardes somente os vossos irmãos, que fazeis demais? Não fazem os gentios também o mesmo?” – Mateus V – 43 a 47.

                Quem são nossos irmãos? São somente aqueles que nasceram na mesma família ou os que frequentam o mesmo templo religioso que o nosso?

                Há um entendimento de que quem não freqüenta a mesma igreja não é filho de Deus. Se não é assim, pelo menos é assim que a mim parece quando ouço alguns irmãos religiosos.

                Se Deus criou todas as coisas, a começar pelo próprio Universo, todos os seres são criaturas de Deus, ainda que no entendimento de alguns não esteja na condição de filho de Deus, que é relegada aos que frequentam a Igreja.

                A pessoa estar fora do caminho, ou cometendo erros, desrespeitando as Leis Divinas, não faz com que ela deixe de ser criatura de Deus e, dessa forma, de ser filha de Deus. A diferença é que quem se encontra no caminho certo, respeitando as Leis Soberanas de Deus, angaria uma proteção maior do que aquele que se encontra em descaminho. Este, apenas, não conta com a mesma proteção, mas não está totalmente desamparado, pois ao menor sinal de arrependimento sincero, a Força Criadora inicia uma assistência que faz com que a pior das criaturas se erga e se recupere, modificando, assim, sua vida. E se temos todos a mesma origem, se Deus é Pai de todos, do melhor ou do pior, isso significa que somos todos irmãos.

                Agora, você é capaz de amar o pior dos seres, seu irmão também? Você é capaz de amar o assassino cruel de seu filho? Muito difícil, embora esse devesse ser o entendimento.

                Se você somente ama os que compartilham do mesmo entendimento e do mesmo ideal, o que você faz de especial? O que você faz de diferente dos outros se você só ama a quem te ama? Assim também faziam os publicanos e os gentios, que também tinham o sentimento de amor em relação aos seus afetos.

                Amar o inimigo não significa andar a braços com ele ou compactuar com suas atitudes erradas, mas significa entender que, caso aquele irmão que está no caminho da perdição deseje voltar para o caminho correto, devemos ajudá-lo quando surgir a oportunidade. Mas se ele não desejar, e insistir permanecer no erro, devemos deixá-lo seguir (isso se chama respeitar o livre arbítrio), até que Deus, na sua Bondade e Justiça infinitas, ponha termo à sua desobediência.

                E então? Você é capaz de amar seu inimigo? Se não é capaz, você também é mentiroso, pois não ama seu irmão. Mas não desanime, todos evoluímos e a Terra há de se tornar, um dia, um planeta de paz e harmonia onde todos se enxergarão como irmãos e, dessa forma, passarão a respeitar, "letra por letra", as Leis Soberanas de Deus, que não podem ser modificadas ao nosso bel prazer e tampouco adaptadas aos nossos interesses mesquinhos e egoístas.

                Nunca passei, Graças a Deus, por nenhuma experiência em que tivesse que provar esse tipo de amor, pois não sei se seria capaz de amar tanto. E que Deus continue me protegendo contra esse tipo de investida do mal, pois corro o risco de também ser um MENTIROSO.

                DEUS ABENÇOE A TODOS.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

De que forma Jesus vem mudando a minha vida


                Não se trata de uma fórmula mágica ou milagrosa.

                Jesus não chegou e decidiu: “A partir de agora eu te transformo em uma pessoa melhor”. Não. Ele transforma a minha vida a partir do momento em que procuro seguir Seus ensinamentos. A mudança é gradativa e acontece de dentro para fora. Aos poucos vou me livrando das minhas más tendências e substituindo-as por atitudes melhores.

                Os ensinamentos contidos no Evangelho são um roteiro para bem viver que, se seguidos por todos, transformarão toda a humanidade. Não basta dizer eu amo Jesus. Não basta dizer sou cristão, sou evangélico, sou espírita, sou católico, sou protestante. É necessário aplicar no dia a dia.

                Uma coisa é certa, a partir do momento em que procurei ao menos tentar me modificar e me basear naquilo que Jesus ensinou, percebi que as coisas passaram a se tornar mais fáceis. Mais fáceis de suportar, mais fáceis de compreender, mais fácil de conviver, etc.

                Dá uma tranquilidade e uma segurança tão grandes que tenho a impressão de que por piores que venham a ser os acontecimentos eles serão totalmente suportáveis. Além disso, a partir do momento em que mudo de atitude, fico mais calmo e sereno e os conflitos gerados pelas reações de irritabilidade e intolerância diminuem. Diminuem não, deixam de existir. É impressionante.

                Quer que Jesus mude sua vida também? Então mude de atitude. Não espere que Jesus apareça na sua frente e toque você materialmente como num passe de mágica ou em um protecionismo que não é característico de quem realmente deseja o nosso bem. Não espere que Ele faça a tua vontade ou atenda teus interesses egoístas e mesquinhos. É uma questão de mudança íntima para melhor viver. Não precisa nem estar enfurnado em um templo religioso. Livre-se das más tendências, dos vícios (sejam eles morais ou químicos). Passe a respeitar o direito do próximo. Aja com os outros como você gostaria que agissem com você. Não tente mudar ninguém porque você não vai conseguir com exigências de que elas sejam como você quer.

                Você pode não acreditar, mas as pessoas percebem a nossa mudança e, se apresentamos um comportamento melhor, passam a nos respeitar e a nos tratar melhor. Aí sim, é possível que alguém mude por nossa causa, por causa do nosso exemplo e não porque quisemos.

                Ficar dizendo que ama Jesus e o aceitou no coração sem mudança de atitudes não passa de hipocrisia. Dizer que amamos Jesus e continuarmos cometendo os mesmos erros, mesmo que longe da vista dos outros, não melhora a nossa vida em nada. Todos nós temos inscritas na própria consciência as leis naturais (ou de Deus se preferirem). Intimamente sabemos quando estamos errando.

                É assim que Jesus vem mudando minha vida para melhor. Tenho sido capaz de viver em harmonia com todos, sem preconceitos, procurando entender o jeito de ser de cada um e que não posso modificar as pessoas com palavras.  Evitando atitudes de exasperação, irritabilidade e intolerância, tenho afastado de mim os momentos ruins e difíceis.

                O exemplo arrasta e os exemplos de Jesus vêm me arrastando para uma mudança gradativa e já noto a diferença. Não me tornei perfeito, estou longe disso, mas posso dizer que sou mais feliz.

                Permita que os exemplos de Jesus arrastem você também. É assim que Ele vai mudar a sua vida e tenha certeza de que você se sentirá mais tranquilo e mais forte, capaz de enfrentar qualquer dificuldade com serenidade.

                Seja feliz.

                Deus abençoe a todos